Matar saudades e encontrar a incerteza

Esta semana decidi dar um pulinho a Lisboa para matar saudades deles. Acabadinha de chegar e encontro uma cidade virada de pernas para o ar. As palavras "contenção social" "incerteza" e "afastamento" surgiram do nada. Parar tudo, ficar em "casa", aguentar, esperar que a tormenta passe é a unica resposta que nos dão para que o virus "chinês" ou oriundo da China se aloje em menos hospedeiros e desta forma possamos ajudar a dar a unica e possivel resposta médica para nos salvarmos e à humanidade.... A duvida assola-me...estamos todos num barco gigante que está a parar para não afundar, não podemos afundar nem atirar ninguem borda fora, o mundo pede-nos para ficarmos estáticos onde estivermos e eu vim matar saudades e as saudades congelaram aqui. Sente-se no ar que vão ser tempos difíceis e só sabemos que temos que esperar e não contactar ninguém! Este "freeze" ou parar abrupto de movimentos, recolhimento obrigatório, provocado por uma pademia que está descontrolada traz associado muitas angustias. Não saber o que vai acontecer a seguir, não saber que mundo vamos ter quando algum dia acabar, não saber se voltaremos a ver ou a estarcom os nossos familiares, os nossos amigos, as nossas pessoas. Não saber nada, de repente perder a certeza e a segurança que na semana passada tinha quando ainda estava no sopé das montanhas a beber o meu chá de ervas rodeada de vasinhos de flor de "Edelweiss". E hoje será ....um dia de cada vez...só interessa não contaminarmos ou sermos contaminados, interessa que hoje estamos aqui, amanhã é incerto, só esperamos que fique tudo bem !

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